Caminhar é mais do que o simples andar.

Hoje resolvi falar de uma prática que é mais do que um esporte, é uma terapia.
No caminho de quem caminha, muitas histórias e sentimentos transitam em mentes e ruas sem fim.
Histórias, que muitas vezes passeiam da cabeça aos pés e tem o poder de alterar sentimentos, liberar raiva, angustias e até algumas gotinhas de suor.
Obstáculos? Não sei se nos pensamentos ou pelas calçadas, mas estou certa que eles existem.
O caminhar também exige pouco mais que um par de tenis e shorts curtos, é preciso vontade e uma mente ativa.
É preciso liberdade, pois cada passo conduz você a lugares novos e inusitados e, só uma pessoa realmente livre está aberta ao novo.
É preciso coragem, afinal quem esta disposto a enfrentar alguns km e um turbilhão de pensamentos?
Caminhar pelas ruas, parques ou até grandes avenidas, movimenta o corpo e ativa a mente que caminha no ritimo das passadas.
A pergunta que fica no ar é …
Se caminhar faz isso, correr me leva onde?
Para muitos, esse texto não fará o menor sentindo, para outros, andarilhos do asfalto, talvez inspire a sua proxima caminhada.
Londres para quem não conhece Londres

Falar de uma cidade que você conhece é fácil e até corriqueiro.Imaginar os encantos, a beleza e até o frio que você vai sentir na ponta do nariz quando desembarcar… eu diria que é mágico.
Contar o que uma pessoa que nunca foi a Londres, pensa de Londres, me parece uma tarefa fácil, afinal pratico esse exercício quase que diáriamente.
A minha idéia da terra da rainha é clássica; um cenário cinza, nebuloso e friorento, mas ao mesmo tempo com muitas cores vibrandes escondidinhas em lindos museus, praças e parques espalhados por toda a cidade.
O vai e vem de um ícone nas ruas também não passa despercebido nos sonhos daqueles que nunca pisaram por ali. O vermelho vibrante dos onibus londrinos encantam e transportam os dorminhocos a lugares infinitos e ausentes de fronteiras.
A composição perfeita entre azul e vermelho, a tipologia marcada e o círculo cortado por uma faixa, mostra que o metrô é o caminho mais rápido para passeios eternos, de experiências e sentimentos.
Não podemos esquecer do estilo que Londres carrega na alma, uma mistura do novo com o clássico, muito bem distribuída em cabelos coloridos, grandes guarda chuvas, cartolas, roupas estranhas, belíssimas pontes e cabines telefônicas vermelhas.
Londres tem o dom de remeter um pouco meu lado criança, não só por seus tons vermelhos vibrantes, mas também por oferecer um passeio em sua enorme roda gigante mágica que beira o rio Tâmisa.
Já a vida noturna londrina me desperta um outro sentimento, mais maduro eu diria. A curiosidade. São tantos pubs, regados a diferentes tipos de cervejas e pessoas, que eu perderia algumas horas do meu precioso sono para degustar uma a uma.
Uma cidade onde a educação vem berço, a pontualidade é marcada por calmas baladas de um antigo relógio e as ruas são vigiadas por verdadeiros soldadinhos de chumbo, acho que só poderia mesmo despertar uma grande expectativa ao sonhadores de plantão.
Esse post foi sugerido pela Antonia Martins – amiga, companheira de trabalho e de fome em horários imprórios.
Dedico essa história maluca a minha fértil imaginação e ao José Dumont – namorado, confidente e principal responsável por alimentar essa minha imaginação londrina de ser.