Minspira


Emocionantemente colorido

 

O show do Coldplay no Morumbi foi tão esperado por seus fãs que a chuva, graças a reza de 60 mil pessoas, não marcou presença na noite da última terça-feira.

A abertura do show foi dividida entre os cuiabanos do Vanguart e a banda Bat for Lashes – projeto da cantora britânica Natasha Khan, que mesmo aplaudida foi pouco compreendida pelos fãs do Coldplay.

O público que aguardava ansiosamente à entrada da banda, carregava nas mãos bexigas vermelhas, brancas e pretas – cores do álbum Viva la Vida – distribuídas pela organização para comemorar o aniversário do vocalista, Chris Martim.

As imensas luzes do Morumbi se apagaram e ao fundo já se ouvia o comecinho da musica “Life In Technicolor”, que também abre Viva la Vida. Em seguida “Violet Hill” veio para botar mais pilha no público que gritava alucinadamente, ultrapassando o som dos instrumentos e da voz dos talentosos músicos da banda.O hit “Clocks” também não podia ficar de fora do setlist da banda e foi aplaudido pelo público.

Então, era hora de explorar e caminhar pelas duas passarelas que abraçavam a pista vip. Martim fez isso muito bem, correndo de lá para cá e cumprimentando os fãs amontoados aos seus pés. “Muito obrigado a todos”, respondeu ele com um sotaque gringo, depois de receber um estouro de bexigas em comemoração aos seus 33 anos.

 “Yellow”, outro sucesso da banda, ganhou destaque quando várias bolas amarelas invadiram o gramado do Morumbi e deram entrada para um enorme telão de alta definição.

As músicas “Glass of Water” e “42” foram apresentadas ao público com o toque característico do Coldplay: o piano.Embalando os casais apaixonados, o piano e o solitário Martim deram inicio a parte light do show.

A arquibancada sofreu com a má qualidade do som e tentou reclamar. Foi em vão. Martim chegou a questionar “como está ai em cima?”, mas não compreendeu a mensagem.

“Fix You” foi um show a parte.O público estava tão empolgado que ensaiou um coro digno de interrupção do vocalista do Coldplay para pronunciar três letras, “UAU”. Embalados pela virada da música, uma chuva de fogos de artifício saíram de trás do palco direto para o céu de São Paulo.

Em “Strawberry Swing”, Martin dançou, pediu o apoio das luzes de celulares e caminhou com o resto da banda para a ponta de uma das passarelas.”Viva la Vida”, musica que muitas pessoas esperavam que fosse abrir o show da turnê, se tornou um imenso coro independente da banda e, sem dúvidas, foi de arrepiar.

A banda não parou com as surpresas. O quarteto britânico caminhou até a divisa das pista vip e da pista comum e sem que o público percebesse, subiu em um pequeno palco e começou uma emocionante versão de “Shiver”. A inédita versão de  “Don Quixote” seguiu o estilo country e arrancou risadas da plateia.

No final do show,  “Lovers in Japan”, proporcionou ao público um espetáculo, com uma chuva de borboletas de papel, misturada com canhões de luz, provocando um efeito lisérgico e belíssimo ao olhos. A deixa foi perfeita para  “Death and All His Friends” e para o  para o bis de “The Scientist”.

No final do show, Chris Martin ainda anunciou que seus fãs levariam para casa,de graça, uma cópia do álbum ao vivo LeftRightLeftRightLeft – disponível há quase um ano para download gratuito, um mimo para ninguém botar defeito.

Um espetáculo aos olhos e aos ouvidos, o Coldplay deixou na lembrança de quem estava presente um trecho de uma de suas musica “Such a perfect day” – Strawberry Swing.

Veja o setlist do show no Morumbi:

“Life In Technicolor”

“Violet Hill”
“Clocks”

“In My Place”

“Yellow”
“Glass of Water”

“42”
“Fix You”

“Strawberry Swing”

“God Put A Smile Upon Your Face/Talk”

“The Hardest Part”
“Postcards From Far Away”

“Viva La Vida”
“Lost!”

“Shiver”
“Death Will Never Conquer”

“Don Quixote”

“Viva La Vida (Remix)”


“Politik”
“Lovers in Japan”

“Death and All His Friends”

Bis

“The Scientist”

“Life In Technicolor II”


Silêncio

Silêncio é uma palavra sozinha por natureza.É nele que muitas pessoas se encontram e outras, talvez, se percam.É nele que alguns criam apoios, preparam discursos, sonham, rezam e desenvolvem grandes sonhos.

No meu caso,  o silêncio é uma forma de voltar no tempo para poder projetar o futuro, de avaliar valores e criar opiniões decisivas para as coisas que julgo importante. No meu silêncio você encontra minha família, meus sonhos, um grande amor, alguns medos e uma piadinha infame que, com certeza não pude dizer.

O verdadeiro silêncio só é bom para quem esta praticando o silêncio, não para quem está de fora, aguardando uma declaração de amor, um pedido de ajuda ou até um simples bom dia corriqueiro.

Silêncio, muitas vezes, quer dizer diversas coisas que algumas poucas palavras não saberiam dizer.

Xiuuu!


Caminhar é mais do que o simples andar.

 

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Hoje resolvi falar de uma prática que é mais do que um esporte, é uma terapia.

No caminho de quem caminha, muitas histórias e sentimentos transitam em mentes e ruas sem fim.

Histórias, que muitas vezes passeiam da cabeça aos pés e tem o poder de alterar sentimentos, liberar raiva, angustias e até algumas gotinhas de suor.

Obstáculos? Não sei se nos pensamentos ou pelas calçadas, mas estou certa que eles existem.

O caminhar também exige pouco mais que um par de tenis e shorts curtos, é preciso vontade e uma mente ativa.

É preciso liberdade, pois cada passo conduz você a lugares novos e inusitados e, só uma pessoa realmente livre está aberta ao novo.

É preciso coragem, afinal quem esta disposto a enfrentar alguns km e um turbilhão de pensamentos?

Caminhar pelas ruas, parques ou até grandes avenidas, movimenta o corpo e ativa a mente que caminha no ritimo das passadas.

A pergunta que fica no ar é …

Se caminhar faz isso, correr me leva onde?

 

Para muitos, esse texto não fará o menor sentindo, para outros, andarilhos do asfalto, talvez inspire a sua proxima caminhada.


Londres para quem não conhece Londres

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Falar de uma cidade que você conhece é fácil e até corriqueiro.Imaginar os encantos, a beleza e até o frio que você vai sentir na ponta do nariz quando desembarcar… eu diria que é mágico.

Contar o que uma pessoa que nunca foi a Londres, pensa de Londres, me parece uma tarefa fácil, afinal pratico esse exercício quase que diáriamente.

A minha idéia da terra da rainha é clássica; um cenário cinza, nebuloso e friorento, mas ao mesmo tempo com muitas cores vibrandes escondidinhas em lindos museus, praças e parques espalhados por toda a cidade.

O vai e vem de um ícone nas ruas também não passa despercebido nos sonhos daqueles que nunca pisaram por ali. O vermelho vibrante dos onibus londrinos encantam e transportam os dorminhocos a lugares infinitos e ausentes de fronteiras.

A composição perfeita entre azul e vermelho, a tipologia marcada e o círculo cortado por uma faixa, mostra que o metrô é o caminho mais rápido para passeios eternos, de experiências e sentimentos.

Não podemos esquecer do estilo que Londres carrega na alma, uma mistura do novo com o clássico, muito bem distribuída em cabelos coloridos, grandes guarda chuvas, cartolas, roupas estranhas, belíssimas pontes e cabines telefônicas vermelhas.

Londres tem o dom de remeter um pouco meu lado criança, não só por seus tons vermelhos vibrantes, mas também por oferecer um passeio em sua enorme roda gigante mágica que beira o rio Tâmisa.

Já a vida noturna londrina me desperta um outro sentimento, mais maduro eu diria. A curiosidade. São tantos pubs, regados a diferentes tipos de cervejas  e pessoas, que eu perderia algumas horas do meu precioso sono para degustar uma a uma.

Uma cidade onde a educação vem berço, a pontualidade é marcada por calmas baladas de um antigo relógio e as ruas são vigiadas por verdadeiros soldadinhos de chumbo, acho que só poderia mesmo despertar uma grande expectativa ao sonhadores de plantão.

 

 

Esse post foi sugerido pela Antonia Martins – amiga, companheira de trabalho e de fome em horários imprórios.

 

Dedico essa história maluca a minha fértil imaginação e ao José Dumont – namorado, confidente e principal responsável por alimentar essa minha imaginação londrina de ser.


Estreia

_resized_tapete_vermelhoToda boa estreia merece um tapete vermelho, fotos e muitas palmas… Talvez champagne, pulos de alegria, abraços efusivos mas principalmente a espera de um grande espetáculo.

Mas a estreia de um blog é diferente. A começar que ele nasce meio do avesso, meio sem direção sem um caminho certo.

Um blog começa porque alguém tinha que falar alguma coisa, expressar uma idéia – não necessariamente à alguém, não necesariamente algo específico – um desabafo talvez, uma terapia em grupo, acredito em várias vertentes.

O começo desse meu capítulo na wonderland da web não da nenhuma pista do que vai rolar daqui pra frente, afinal, nem eu mesma sei qual caminho seguir.

Minha proposta é simples;

Textos livres e descompromissados, repletos de humor, uma pitada de irônia e provavelmente escritos no melhor embasamento possível, aquele que me deu na telha.

Aqui você vai poder encontrar sugestões de temas de qualquer um que faça parte de um universo, seja esse univero o meu o seu ou de algum conhecido, conhecido do conhecido até chegar a um conhecido da Madonna.

Que esse blog comece sem rumo mas caminhe na direção certa, que ganhe comentários no lugar de palmas e que desperte sempre algo em alguém.



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